Hidrelétrica Rosana completa 31 anos e se destaca por iniciativas ambientais

Última das hidrelétricas dispostas ao longo do Rio Paranapanema, perto do encontro deste com o Rio Paraná, a usina Rosana entrou em operação no dia 10 de junho de 1987. Localizada entre os municípios de Rosana, na margem paulista, e Diamante do Norte, na margem paranaense do rio, o empreendimento completa 31 anos de contribuição ao sistema elétrico brasileiro. Sob a administração da CTG Brasil, por meio da Rio Paranapanema Energia, em 2017 a usina gerou energia que pode abastecer uma cidade de 820 mil habitantes.

Além de produzir energia, a hidrelétrica vem colaborando para melhorar a qualidade ambiental da região. É o caso da participação em um estudo que está sendo realizado pelo IPÊ- Instituto de Pesquisas Ecológicas, com o objetivo de avaliar de que forma os investimentos em restauração ambiental – no caso, na implantação do maior corredor reflorestado do País, que fica na margem paulista do Rio Paranapanema – estão retornando para o negócio e para a biodiversidade.

Com 1.200 hectares restaurados de Mata Atlântica, o corredor florestal foi plantado pelo IPÊ com o suporte da UHE Rosana e outros parceiros, para reconectar as principais Unidades de Conservação da Mata Atlântica no Pontal do Paranapanema: a Estação Ecológica do Mico-Leão-Preto e Parque Estadual do Morro do Diabo. Um dos resultados já verificados no estudo é o retorno de animais a essa área, anteriormente desmatada.

O diretor de Meio Ambiente da CTG Brasil, Aljan Machado, destaca espécies ameaçadas, como mico-leão-preto, onça pintada e jaguatirica. “Um dos problemas para a sobrevivência dessas espécies é a perda de habitat e o corredor é uma das formas de suprir a necessidade de deslocamento entre as unidades de conservação, tanto para alimentação e dessedentação, como para reprodução dos animais. A presença dessa fauna é um dos indicadores de sucesso”, explica.

“Desde o momento em que estabelecemos o corredor, passamos a monitorá-lo com relação ao desenvolvimento da floresta. Com a coleta de dados sobre os serviços ecossistêmicos e o capital natural desse corredor, também estamos verificando as espécies já utilizando essas matas para transitarem de uma unidade de conservação para outra. Era um grande sonho ver esses animais circulando e usando essa área para transitarem e sobreviverem”, conta Laury Cullen Jr, coordenador do projeto Corredores de Mata Atlântica, do IPÊ.

Machado ressalta que a hidrelétrica Rosana vem cumprindo um importante papel na promoção florestal também do lado paranaense. “Além do investimento em corredores florestais que ajudam a reconstruir a paisagem natural, destaco, na margem paranaense do Rio Paranapanema, a doação de uma área da usina em favor da UEM e do IAP”. O diretor se refere à doação de 214 hectares pela UHE Rosana, realizada há dois anos: 82 deles para a Universidade Estadual de Maringá (UEM), contemplando o Campus Regional do Noroeste e o Colégio Estadual Agrícola do Noroeste, e 132 hectares para a Estação Ecológica do Caiuá, por meio do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), gestor dessa Unidade de Conservação que mantém o maior remanescente florestal contínuo do noroeste do Paraná.

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