Hidrelétrica Salto completa 8 anos

No dia 25 de maio de 2010 a UHE Salto entrou em operação, concretizando mais uma contribuição do Rio Verde ao sistema elétrico brasileiro. A usina, que completa 8 anos, em 2017 gerou 66,10 MW médios – energia que pode abastecer uma cidade com cerca de 200 mil habitantes. Localizada entre os municípios de Caçu e Itarumã, distante 380 quilômetros de Goiânia, a hidrelétrica é operada pela CTG Brasil, segunda maior geradora privada do País. A empresa de origem chinesa adquiriu a Usina Hidrelétrica de Salto em 2015 e detém a concessão do empreendimento até 2037, fornecendo energia limpa para a região Centro-Oeste.

Desde que assumiu a administração da hidrelétrica, a CTG Brasil vem desenvolvendo na região diversos programas ambientais, dentre eles, o de reflorestamento que, nos dois últimos anos, plantou de mais de 80 mil mudas de árvores para restauração da mata nativa na Bacia Hidrográfica do Baixo Paranaíba.

“Além da preservação de espécies florestais do cerrado, como araticum, jatobá e ipê, o reflorestamento atrai a fauna local. Esses animais atuam como dispersores de sementes de outras espécies, aumentando ainda mais a biodiversidade da área”, expõe o diretor de Meio Ambiente, Saúde e Segurança da CTG Brasil, Aljan Machado. “A recomposição florestal contribui para as boas condições dos recursos hídricos, redução dos processos de erosão e incremento da riqueza de espécies da fauna e flora”, complementa.

A hidrelétrica Salto possui um reservatório de 60,2 quilômetros quadrados, que se estende por 242 quilômetros lineares de bordas. Para acompanhar a qualidade da água, a CTG Brasil mantém um programa de monitoramento. As análises realizadas em 2017 constatam que essa água pode servir ao abastecimento do consumo humano, após tratamento convencional; para atividades de lazer com contato direto, tais como natação e mergulho; irrigação de hortaliças; criação de peixes e atividade de pesca.

A empresa também atua na preservação das populações de peixes nativos, que têm importância econômica e social para os ribeirinhos. Por isso, durante a piracema, faz a transposição de peixes do reservatório de Salto. “Esse trabalho tem o objetivo de preservar a biodiversidade do rio e contribui para manter as reservas pesqueiras para as atividades esportivas e profissionais”, afirma o Machado. De 2014 a 2017, foram transpostos 1.085 peixes de oito espécies nativas da região.

Ainda segundo o diretor, esse trabalho de recuperação e preservação do meio ambiente é acompanhado por ações de conscientização “para engajar as comunidades na defesa de um patrimônio natural que é de todos”. Como exemplo dessas atividades, ele cita a programação educativa realizada pela CTG Brasil com 250 alunos de Caçu, aproveitando o Dia da Água, comemorado em março. “E em junho estaremos novamente atuando para a conscientização ambiental de estudantes da região, no Dia Mundial do Meio Ambiente”, diz Machado.