UHE São Manoel inicia operação comercial

A Usina Hidrelétrica São Manoel, construída na divisa do Mato Grosso com o Pará pela parceria entre CTG Brasil, EDP e FURNAS, recebeu autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para dar início à operação comercial da quarta e última unidade geradora, com 175 megawatts (MW) de capacidade instalada.

Após a obtenção da licença, a UHE São Manoel passa a funcionar com toda a sua capacidade instalada, de 700 megawatts (MW), capaz de atender uma cidade quatro vezes maior que Cuiabá. O empreendimento, no qual foram investidos R$ 4,1 bilhões, gera um volume de energia equivalente ao consumo de aproximadamente 2,5 milhões de consumidores, com a formação de um reservatório relativamente pequeno (65 km2). A usina opera a fio d’água, configuração na qual não é necessário um grande acúmulo de água para a geração.

“O compromisso com o desenvolvimento do setor energético está na essência das parcerias das quais participamos. Estamos sempre olhando o mercado e analisando novos investimentos para o crescimento de novas fontes limpas de energia no Brasil”, afirma Evandro Vasconcelos, vice-presidente de geração da CTG Brasil.

“Pela terceira vez consecutiva, a EDP e os seus parceiros conseguiram entregar uma usina hidrelétrica antes do prazo regulatório. Este resultado é o sinal claro do nosso compromisso com o desenvolvimento do setor elétrico brasileiro.”, afirma o presidente da EDP, Miguel Setas.

“Desde o início, a construção desta usina foi um grande desafio, mas conseguimos superá-lo e estamos muito satisfeitos com mais essa conquista. A antecipação do início da operação reforça o comprometimento de Furnas para aumentar a confiabilidade e garantir a excelência operacional”, explica Ricardo Medeiros, presidente de Furnas.   Nesse sentido, nos últimos 12 meses foram incorporados ao Sistema Elétrico Brasileiro cerca de 400 MW além de cerca de 3.300 Km de linhas de transmissão, por meio de parcerias constituídas por Furnas.

Modelo de gestão

Com uma metodologia própria para o gerenciamento e fiscalização do projeto, a primeira turbina iniciou a operação em dezembro, adiantando-se em quatro meses em relação ao cronograma previsto. A quarta, e última, foi entregue dentro do prazo estabelecido nos contratos de comercialização de energia elétrica no ambiente regulado (CCEAR).

Esta é a terceira obra da EDP entregue com antecipação, após Cachoeira Caldeirão, em 2016, e Santo Antônio do Jari, em 2014. Ao todo, foram mais de R$ 6 bilhões investidos nos três projetos desde 2011, ampliando o abastecimento de energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN) em cerca de 1.300 megawatts (MW), o suficiente para abastecer um município de 4,6 milhões de habitantes.

Plano Ambiental

Durante o processo de seu licenciamento, a UHE São Manoel elaborou um Plano Básico Ambiental Indígena (PBAI) para cada etnia local, respeitando as especificidades de cada povo, com o objetivo de mitigar e compensar possíveis impactos da construção do empreendimento. Os Programas Ambientais de Comunicação Social e de Educação Ambiental, aprovados pela Funai e pelo IBAMA, juntamente com os demais programas de apoio às comunidades indígenas situadas na área de influência, estão sendo desenvolvidos conforme o previsto.

Serão entregues para as aldeias a construção de quatro escolas e a ampliação de uma quinta, além de cinco espaços para reuniões, três cozinhas comunitárias, seis casas para produção de farinha, três quadras poliesportivas, 17 sistemas de abastecimento de água, cinco unidades básicas de saúde e três casas de apoio na área urbana. Para incrementar as atividades produtivas, a UHE doou ainda cinco tratores com implementos agrícolas, além de 52 embarcações com motores e três caminhonetes e ônibus para facilitar o deslocamento.

Outras ações dos programas são a capacitação de lideranças e a inclusão de estudantes indígenas nos Ensinos Técnico e Superior. A Usina também implementa ações educativas para os trabalhadores do empreendimento e para a população em geral com o objetivo de sensibilizar sobre as diferentes realidades culturais e históricas desses povos e a valorização da diversidade.